depois de assistir ao filme, acendi meu cigarro. sinto-me tão bem e peculiar. não-comum. eu mesmo. e, ao mesmo tempo, penso que se os acontecimentos da minha vida dependessem de mim, e só, é provável que eu estivesse imitando Almodóvar. mas não. existe algo maior, que foge do meu controle. então, ao dar a última tragada - quis correr para o banheiro - senti o jantar vindo-me garganta acima. quase. não sei o que tenho, mas sei que tem a ver com quem acredito ser e com as coisas que me afetam. quase tudo me afeta. quis escrever para não esquecer - não confio na minha lembrança -, e porque queria que você soubesse disso.
madrugada de 13 julho 2005
de uma carta-resposta a outra que ainda não chegou.