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sábado, setembro 24, 2005

 

aos possíveis leitores

me escrevam, sim?

bezerradelima@gmail.com

sexta-feira, setembro 23, 2005

 

Alô, Onias:

Como vai? Espero que bem.

Estou escrevendo porque senti saudades suas e contrariando o que é hábito - esquecer - me flagrei lembrando de você. Não tinha muito o que lembrar - me refiro à quantidade - e foi horrível perceber o quanto que convivemos na mesma sala sem ter grande proximidade. Não sei quanto a você, mas entendo isso como culpa (?) minha, já que eu era muito diferente, assim julgo, e tinha outras prioridades nem um pouco nobres.

Como o mundo tem lhe tratado? Eu estou cheio de planos, esperanças e incertezas. O que é quase o mesmo que admitir que nada mudou, mas agora existe sim um diferencial. Me sinto tentado a escrever e não ameaçado pelas minhas próprias vontades - aqui falo de tudo, não só de me expressar. Tenho um pouco de vergonha de tantas vezes querer lhe telefonar e nunca chegar a fazê-lo, mas sou assim mesmo. Respeite os defeitos do seu amigo. Prometo que amanhã procuro o seu telefone e ligo sim. Inútil escrever isso aqui, já que não tenho a menor idéia para onde enviar, e com esses correios em greve a situação é ainda mais nebulosa. Ainda assim, não me abati e finjo que você recebe por telepatia cada frase que vou modelando. Daqui pra lá, vou telefonando. Seja feliz. Abraço do amigo

Paulo


segunda-feira, setembro 19, 2005

 

email à Carol

alô Carol,
como estão as coisas?
bem?
que bom!
aqui comigo vai tudo muito morno. não tem nada demais acontecendo e caso nos encontrássemos rapidamente nem teria muito a dizer. tenho tido saudades suas de vez em quando, você sabe que tenho memória ruim, e às vezes me esqueço de que sinto falta das pessoas também.
gostei muito do seu convite para passar no seu trabalho qualquer dia, mas é que eu tenho tanta preguiça! se bem que você deve estar em greve, nesse caso eu transfiro a culpa para os funcionários insatisfeitos que fecharam os portões do seu trabalho. nas últimas semanas tenho ido muitas vezes à praia, não sei se já lhe falei (olha, eu escrevi "falhei", terá sido um ato falho?). ficar indefinidamente no mar é muito bom. só não gosto quando não consigo ficar de pé, e apesar do sal arder nos olhos, descobri que abri-los debaixo d'água é uma maravilha. fora isso, tenho prestado atenção no vento e de vez em quando deixo ele brincar com meus cabelos - mais um sonho que eu tinha e não sabia. pois, já foi realizado.
bem, essa conversa era pra ser uma carta, mas como tivesse pressa que lesse e preguiça de ir ao correio, achei melhor mandar por aqui. desculpe a falta de assunto, viu, bichinha? abrace o Ilton por mim e dê um alô pra sua família. pra você mando uns beijos bem muitos e com saudades. do seu amigo

Paulo

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