agora é noite aqui.
sempre gostei da noite porque me sinto mais seguro, é a hora em que mais gosto de escrever. uma vez Capote disse que quando Deus nos dá um dom, dá-nos também um chicote e este serve unicamente para auto-flagelação. pois bem, tive vontade de escrever e espero que essas palavras não tenham grande efeito além do esperado - que é de arrancar um sorriso.tenho me estranhado porque já me peguei algumas vezes pensando no assunto-martin. nossas conversas mexem com minhas sensações. é como sentir um toque leve de uma mão morna sobre meu ombro, olhar para trás e não ver ninguém. você consegue me entender? espero não estar parecendo estúpido. sempre me sinto ridículo quando decido falar as coisas sem pensar muito nas conseqüências.
engraçado, sinto como se você pudesse ler tudo que eu escrevo de imediato, quase que lendo a minha mente... como numa conversa silenciosa. ainda assim, receio: agora mesmo, não consigo me lembrar sobre o que queria falar exatamente quando comecei a escrever aqui. as palavras me levam e meu pensamento voa. e por me entregar tanto e deixar meus dedos tão livres para se expressar é que tenho medo de não soar natural. justamente por ser natural demais - ao meu modo, claro- por ser transparente demais. mas tudo bem, afinal, até as águas mais transparentes se tornam escuras quando são muito profundas, não é? (estou rindo, não escondo que penso maravilhas a meu respeito).
acho melhor parar antes que fale bobagens demais.
beijo,
dentro da lotação eu escrevi uma carta inteira na minha mente. óbvia mente, esqueci de tudo no caminho da parada até em casa. vai ver as palavras pegaram carona na fumaça dos cigarros, afinal um cigarro não é nada mais que uma maneira sutil e disfarçada de suspirar?
pois então, em dez minutos de tragadas, pus pra fora duas horas de constrangimento.
me desculpe se não me despedi. é que o mundo ao redor - e o de dentro também - me deixaram
nul.
bibliografia complementar:
http://ubbibr.fotolog.net/boysdontcry/?pid=11254224
i'm sleepy.
today i woke up early, by 6. back to university and its cigarettes and coffee. back to the big trees where i use to sit under and write letters to people far away. back to the boring classes. back to the excitement of a new discovery. back to old problems with old friends. back to the sound of the quick steps walking over the tiny little stones, towards the library. back to a state of mind i thought i'd forgotten.
when i got home by 12 i found my mother by herself in her bedroom. we kissed as usual and she told me one thing about this morning. after i'd left to college, she did my bed and went to downtown. as she was driving back home she was thinking about me and my well-known plans to live in another place, away from here... a song played on the radio, by happenchance(?) it was the song i told her to listen to when i am an atlantic ocean away from her and she misses me. she smiled and cried.
lately, i'm getting a payment for my efforts, and my goals have never seemed so close. i'm preparing myself for all i ever longed for... the world, the road, the hole - if it's my time - whatever may come. i don't know where it all began, but i'm pretty curious to know where it's going to stop.
i hope you are fine,
paulo