Alô, Onias:
Como vai? Espero que bem.
Estou escrevendo porque senti saudades suas e contrariando o que é hábito - esquecer - me flagrei lembrando de você. Não tinha muito o que lembrar - me refiro à quantidade - e foi horrível perceber o quanto que convivemos na mesma sala sem ter grande proximidade. Não sei quanto a você, mas entendo isso como culpa (?) minha, já que eu era muito diferente, assim julgo, e tinha outras prioridades nem um pouco nobres.
Como o mundo tem lhe tratado? Eu estou cheio de planos, esperanças e incertezas. O que é quase o mesmo que admitir que nada mudou, mas agora existe sim um diferencial. Me sinto tentado a escrever e não ameaçado pelas minhas próprias vontades - aqui falo de tudo, não só de me expressar. Tenho um pouco de vergonha de tantas vezes querer lhe telefonar e nunca chegar a fazê-lo, mas sou assim mesmo. Respeite os defeitos do seu amigo. Prometo que amanhã procuro o seu telefone e ligo sim. Inútil escrever isso aqui, já que não tenho a menor idéia para onde enviar, e com esses correios em greve a situação é ainda mais nebulosa. Ainda assim, não me abati e finjo que você recebe por telepatia cada frase que vou modelando. Daqui pra lá, vou telefonando. Seja feliz. Abraço do amigo
Paulo
dezembro 2004 janeiro 2005 fevereiro 2005 março 2005 abril 2005 maio 2005 junho 2005 julho 2005 agosto 2005 setembro 2005 maio 2007 junho 2007 julho 2007 agosto 2007 setembro 2007 outubro 2007 dezembro 2007 abril 2008 fevereiro 2009