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quarta-feira, janeiro 05, 2005

 

monodiálogo (até que enfim!)

- "eita, que olhão".
- "eita, que olhão".
- "ele olhou demais".
- "ele olhou demais, tomara que volte".
- renata, eu vi uma coisa linda.
- o quê, menino?
- vamos voltar, só para eu ter certeza.
- "puta que pariu."
- "eita pau".
(...)
- você pode ir lá e entregar.
- não, não!
- então quando ele olhar, deixe o bilhete em algum lugar, para que ele venha pegar depois que sair da loja, se ele estiver interessado...
- você tem durex aí?

fui até a vitrine e fingi que assistia as bactérias surfando nos pelinhos de pueira suspensos no ar, esperando o momento em que ele olhasse para fora da loja e percebe-se que agora só havia uma menina no banco em frente. uma cliente entra na loja e ele vira. não olha, dá boa noite à moça, diz que não tem o que ela procura. olha. no bilhete de cinema pregado no vidro, um telefone e pequenos sinais de uma possível volta, para os olhos mais atenciosos.
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