em quase todas as vezes que sento para escrever, travo épicas batalhas com os dedos. dentro, o sentimento de firme necessidade de corresponder às próprias expectativas de criar, ali no espaço em branco, algum tipo de mecanismo de palavras que ao serem lidas provoquem sensações de beleza e encantamento. ora, isso é uma coisa boa, diriam. vantagem ou defeito, o fato é que esta necessidade me põe delicadas algemas. a naturalidade me é arrancada e o parasita-beleza tenta desesperadamente se utilizar das mensagens que preciso dizer para satisfazer a sua vergonhosa e ilegítima vontade. pois sim, não seria eu o bicho?